Folha de Contagem - Geraldo Magela chega com o show 'Ceguinho é a Mãe'
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 Geraldo Magela chega com o show 'Ceguinho é a Mãe' - Edição N°534

Na próxima semana, dias 5 e 6 de novembro, às 21 horas, no Cine Teatro de Contagem - Praça Silviano Brandão S/N, no Centro, acontecem duas apresentações do show "Ceguinho é a Mãe", com o humorista Geraldo Magela, e que integram o circuito de lançamento do DVD do espetáculo gravado ao vivo.

Os ingressos, antecipados, custam apenas R$ 10,00 e podem ser adquiridos na loja Rozza Magazine, que fica ao lado do teatro. Quem deixar para adquirir os ingressos nos dias das apresentações, vai ter que pagar R$ 20,00.

Bom humor
O sempre bem humorado Geraldo Magela, contador e ao mesmo tempo personagem das engraçadíssimas piadas que compõe o texto de "Ceguinho é a Mãe", entre outras coisas lembra que, "pra começo de conversa, o ‘ceguin’ é sempre um ponto de referência, assim como os gordos e os carecas: "Você está vendo aquela loira? "Aquela, atrás daquele gordo…" ou: "Você está vendo aquele careca ali na esquina? Pois é, a loja que você está procurando fica ao lado dele…"

Mas, segundo ele, o pior tipo de referência é a do ceguin! "Tem sempre alguma pessoa dizendo: 'Eu quero ficar cego agora, se estiver mentindo! Fica parecendo que todo cego é mentiroso'", revela com um largo sorriso, lembrando que muitas pessoas acham que, por ser cego, "todo mundo da minha casa também tem que ser: a mulher, os filhos, o cachorro, o papagaio", exagera. Magela coloca ainda, que muitos lhe perguntam: "Zé do Banjo, sua mulher é normal? E eu digo que não, que ela tem antena, rodinha e entrada para CD!"

Os comentários gerais, então, merecem capítulo especial, de acordo com o humorista. Alguns dizem: "Coitadinho; tão bonitinho e cego!" "Você quer dizer que, além de cego, eu tinha que ser feio, ter o pé grande, e morar longe? E tem os que perguntam: "Você é cego total?" Ao que respondo: "Não, só até as 18 horas, depois eu dirijo um táxi!", dispara com sagacidade e ironia.

Ensinamento
Outro caso que Magela acha ser uma verdadeira piada, é quando as pessoas teimam em ajuda-lo e a outros cegos a atravessar a rua. "Tem pessoas que me atravessam numa avenida de duas pistas e, quando chega ao canteiro central, me perguntam: "Você quer atravessar a outra pista também?" E eu respondo: "Não, eu moro aqui… Vamos entrar, tomar um cafezinho…" Outro dia mesmo, estava com uma pressa danada, conta, e queria atravessar a rua, mas ninguém lhe dava o braço. "Aí eu pensei: Será que eu estou fedido? Eu olhei pr'um lado e pro outro e não vi ninguém, porque eu sou cego… E decidi: O primeiro que me roçar o braço, eu agarro e atravesso! Dito e feito: o primeiro que me esbarrou o braço eu agarrei nele e nós atravessamos em meio às buzinas. Ao chegar do outro lado, fui agradecer e o outro disse: eu é que agradeço, eu sou cego. Uai, você também é cego?", gargalha Magela.

Aproveitando a piada, ele ensina que a maneira mais correta de atravessar um cego é você deixar que ele segure no seu braço, que assim ele sente todos os seus movimentos. "Você pode correr, descer escada, subir escada, pular buraco, que não tem problema! A maioria das pessoas pega o cego pelo braço, suspende, e aperta, mas aperta com tanta força, que dá a impressão de que o cego quer fugir. E o cego não quer fugir, ele só quer atravessar a rua!", complementa
"Às vezes coincide de um me pegar de um lado, outro do outro e suspenderem meu braço ao mesmo tempo. Aí penso:" Que bom, vão me carregar! Outros, já me puxam pela bengala. Vai puxando, puxando… Aí eu solto a bengala na mão dele. Quando chega do outro lado da avenida, ele se assusta e pergunta: Opa, cadê o cego que estava aqui?", finaliza Geraldo Magela, dando uma pequena "colher de chá" do que o contagense verá diferente, irreverente e conscientizador "Ceguinho é a mãe".





 



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